segunda-feira, 6 de junho de 2011

I need you...

Preciso de um local para estar, um local onde me possas abraçar e beijar. Beijar sem pensar, abraçar com força para que sinta o quanto me amas.

Preciso que sorrias para mim, um sorriso sincero e apaixonado.

Preciso que venhas até mim e digas em palavras o que sentes no coração.


Preciso de ti e tu não estás aqui.

domingo, 22 de maio de 2011

Mistura do Sente

Arde a dor

De não te ver

Sinto o odor

Se te perder



Do topo não soube cair

Daqui não me sei levantar

Quero viajar

Mas não sei para onde ir



Tirei de ti

Tudo o que sei sobre mim

Agora...



O abraço não vem

E a pele fria

De um coração apagado

Precisa de um guia

Que lhe agarre a mão

Diga sim em vez de não



Já sei onde ir

Ditando as regras

Para que possas sorrir

Para que possa viver



A solidão retem

Anterior força

Que me quer feliz

Que quer o que não tem




Tirei de ti

Tudo o que sei sobre mim

Agora...



O abraço não vem

E a pele fria

De um coração apagado

Precisa de um guia

Que lhe agarre a mão

Diga sim em vez de não




No clima aparece

Do fundo uma luz

Que me aquece

Que a dor me reduz



Diz-me a sorte

Que encontre o Norte

No que sempre desprezei

A quem nada dei

Que talvez sempre amei



Tirei de ti

Tudo o que sei sobre mim

Agora...



Encontrei outro abraço

Que me deu a mão

Abriu-me o coração

Guio-me na sorte

Se te rever

Sem por isso te querer

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011

 Quando aquilo que sentimos não tem palavras, não as podemos descrever. Escrevo quando estou triste, quando as lágrimas escorrem e as palavras nascem mas quando tudo tem um sorriso, nada é preciso.

 Que 2011 seja a continuação de sentimentos indescritiveis =)


Feliz 2011

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Conta-me...

Se só por um minuto me deixassem descrever o que sinto, ficaria em silêncio esperando que quem me quisesse ouvir entendesse que nada posso dizer. Não quer dizer que não sinta, sinto e muito, mas de nada iam servir palavras ricas em amor ou ditas com carinho, seriam meras palavras sem significado nenhum.
O silêncio, esse sim, grita ao mundo sentimentos e desejos de alguém que mesmo calado sonha com o sorriso e sente com o coração... Oh, como gosto de me sentir no silêncio a olhar para uns olhos que não são meus mas que me pertencem, uns lábios que não criei mas desejo, um ser que nunca pensei ter mas tenho... Oh, como é bom quando dizes coisas sem sentido, quando brincas com o real ou imaginas o impossível... Oh, como me perco em ti, como voo alto e aterro suavemente.
Dás-me tanto e dou-te tão pouco.
Oh, como é bom gostar de ti...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Vida

Pedi tantas vezes que me mostrasses como era, que só por um segundo me deixasses sentir o que tantos outros sentem todos os dias e tu, sempre na tua, achavas que não estava no direito de ter algo assim... esperei. Esperei porque acredito em ti, porque deste-me muitas alegrias e não me ias tirar a maior delas todas. Mas... tinha que ser assim? De repende, sem aviso?
Não sei o que fazer, sinto-me perdida, o vento leva as palavras certas e só me trás as verdadeiras, o mar trás a espuma mas leva todas as alegrias e transforma tudo em dúvidas e incertezas que nunca tive. Onde o foste arranjar? Tão diferente de mim e de toda a gente, tão perto de mim e no fundo tão distante... Perco toda a confiança ao lado dele, perco todo o saber, perco tudo e só ganho sorrisos que não mereço e beijos a que não resisto.

Dá-me forças para entender o amor e gostar dele...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O que vi no Ensaio sobre a Cegueira

Cego da noite e do dia me vejo, mas mais cego me sinto da vida. Rio sem que os olhos expressem minha alegria, choro sozinho para que ninguém veja mas sei que só do ouvido me podem ver.
Angustia sinto-a dentro de mim com a névoa branca que me escurece o olhar, fecho os olhos para ver o negro de toda a brancura que só posso ver ao abrir, nada mais. Se pudesse ver o contorno do teu rosto, não precisava de lhe tocar, se pudesse saborear a cor do teu olhar, não precisava de o imaginar, se só por instantes te pudesse ver, não precisava de sonhar.
A 1º impressão tem-se pelo olhar para mim e para todos, agora, terá de ser no toque, na voz, no querer te ter. O amor é cego mas não o é a paixão, preciso de recordar cada contorno do teu corpo, da tua vida para me apaixonar. Paro por um momento, sei que este não é o caminho certo, viro para que lado? Tanto faz, tudo está sujo e imundo.
Só agora percebi que um de nós pode ser cegamente Homem mas todos juntos somos cegamente Ninguém, percebi que se perde o sentido quando o que era já não o é. Que quando olhamos sem olhar uma humanidade perdida já não é o dinheiro, que tanta falta faz, que nos faz falta. É sim, aquilo que antes conseguíamos com ele e agora não conseguimos.
Arte deixou de ter sentido. As pinturas não podem ser vistas, os livros não podem ser lidos e a música pode ser cantada mas não ouvida pelo artista. Fechei e fiquei fechado em mim, tudo o que faça não tem importância, ninguém me pode dizer se errei se nas palavras lhe falta a vista e no ouvido lhe falta o saber.
Tenho o toque mas só o posso sentir, tenho ouvido mas só pode escutar, tenho quase e tudo e falta-me o ver.
Cada um compreende como desejar mas eu que não sei mais que dizer, calarei-me ao mundo o que o olhar já calou ao universo.
“Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem" José Saramago (Ensaio sobre a Cegueira)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Certo ou errado... eis a questão?

Podia escrever mil e uma linhas sobre o certo e o errado, inventar mil provérbios mas para que se todos nós vivemos com isso a cada dia. Estamos constantemente a escolher e a pedir que escolham por nós. Inventamos desculpas quando o errado nos pareceu certo, choramos quando o errado afinal era certo e sorrimos quando o certo é certo.
Todos nós podemos falar disto e discutir cada um todas as decisões certas e erradas que já tomou, mas será que somos nós, desde o inicio que erramos ou acertamos? Será que todos dependemos de um simples "Sim" ou "Não"? Perguntas sem sentido para mim, eu não questiono o mundo vivo-o. A verdade é que todos nós esperamos o certo no maior dos erros.
Bebemos o copo errado, esperando sempre o certo.
Será na procura dos erros que encontramos as certezas da vida?