terça-feira, 21 de setembro de 2010

Conta-me...

Se só por um minuto me deixassem descrever o que sinto, ficaria em silêncio esperando que quem me quisesse ouvir entendesse que nada posso dizer. Não quer dizer que não sinta, sinto e muito, mas de nada iam servir palavras ricas em amor ou ditas com carinho, seriam meras palavras sem significado nenhum.
O silêncio, esse sim, grita ao mundo sentimentos e desejos de alguém que mesmo calado sonha com o sorriso e sente com o coração... Oh, como gosto de me sentir no silêncio a olhar para uns olhos que não são meus mas que me pertencem, uns lábios que não criei mas desejo, um ser que nunca pensei ter mas tenho... Oh, como é bom quando dizes coisas sem sentido, quando brincas com o real ou imaginas o impossível... Oh, como me perco em ti, como voo alto e aterro suavemente.
Dás-me tanto e dou-te tão pouco.
Oh, como é bom gostar de ti...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Vida

Pedi tantas vezes que me mostrasses como era, que só por um segundo me deixasses sentir o que tantos outros sentem todos os dias e tu, sempre na tua, achavas que não estava no direito de ter algo assim... esperei. Esperei porque acredito em ti, porque deste-me muitas alegrias e não me ias tirar a maior delas todas. Mas... tinha que ser assim? De repende, sem aviso?
Não sei o que fazer, sinto-me perdida, o vento leva as palavras certas e só me trás as verdadeiras, o mar trás a espuma mas leva todas as alegrias e transforma tudo em dúvidas e incertezas que nunca tive. Onde o foste arranjar? Tão diferente de mim e de toda a gente, tão perto de mim e no fundo tão distante... Perco toda a confiança ao lado dele, perco todo o saber, perco tudo e só ganho sorrisos que não mereço e beijos a que não resisto.

Dá-me forças para entender o amor e gostar dele...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O que vi no Ensaio sobre a Cegueira

Cego da noite e do dia me vejo, mas mais cego me sinto da vida. Rio sem que os olhos expressem minha alegria, choro sozinho para que ninguém veja mas sei que só do ouvido me podem ver.
Angustia sinto-a dentro de mim com a névoa branca que me escurece o olhar, fecho os olhos para ver o negro de toda a brancura que só posso ver ao abrir, nada mais. Se pudesse ver o contorno do teu rosto, não precisava de lhe tocar, se pudesse saborear a cor do teu olhar, não precisava de o imaginar, se só por instantes te pudesse ver, não precisava de sonhar.
A 1º impressão tem-se pelo olhar para mim e para todos, agora, terá de ser no toque, na voz, no querer te ter. O amor é cego mas não o é a paixão, preciso de recordar cada contorno do teu corpo, da tua vida para me apaixonar. Paro por um momento, sei que este não é o caminho certo, viro para que lado? Tanto faz, tudo está sujo e imundo.
Só agora percebi que um de nós pode ser cegamente Homem mas todos juntos somos cegamente Ninguém, percebi que se perde o sentido quando o que era já não o é. Que quando olhamos sem olhar uma humanidade perdida já não é o dinheiro, que tanta falta faz, que nos faz falta. É sim, aquilo que antes conseguíamos com ele e agora não conseguimos.
Arte deixou de ter sentido. As pinturas não podem ser vistas, os livros não podem ser lidos e a música pode ser cantada mas não ouvida pelo artista. Fechei e fiquei fechado em mim, tudo o que faça não tem importância, ninguém me pode dizer se errei se nas palavras lhe falta a vista e no ouvido lhe falta o saber.
Tenho o toque mas só o posso sentir, tenho ouvido mas só pode escutar, tenho quase e tudo e falta-me o ver.
Cada um compreende como desejar mas eu que não sei mais que dizer, calarei-me ao mundo o que o olhar já calou ao universo.
“Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem" José Saramago (Ensaio sobre a Cegueira)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Certo ou errado... eis a questão?

Podia escrever mil e uma linhas sobre o certo e o errado, inventar mil provérbios mas para que se todos nós vivemos com isso a cada dia. Estamos constantemente a escolher e a pedir que escolham por nós. Inventamos desculpas quando o errado nos pareceu certo, choramos quando o errado afinal era certo e sorrimos quando o certo é certo.
Todos nós podemos falar disto e discutir cada um todas as decisões certas e erradas que já tomou, mas será que somos nós, desde o inicio que erramos ou acertamos? Será que todos dependemos de um simples "Sim" ou "Não"? Perguntas sem sentido para mim, eu não questiono o mundo vivo-o. A verdade é que todos nós esperamos o certo no maior dos erros.
Bebemos o copo errado, esperando sempre o certo.
Será na procura dos erros que encontramos as certezas da vida?

domingo, 30 de maio de 2010

Brilho escuro

As lágrimas correm e não as faço parar, fazem desenhos no meu rosto e todo o vazio explode em soluços que ninguém ouve e que só eu posso sentir. Prometes-te tudo, disses-te que era tudo e largas-te tudo quando pensava ter tudo(e mais um bocadinho).

Vou-te ter comigo, quando olhar para um carro seja qual for a cor. Vou-te ter comigo quando vir o que era nosso e agora é só teu. Vou-te ter comigo quando ler as mensagens que guardei tuas e que me lembram o quanto gosto de ti. Vou-te ter comigo para sempre...

Vou-te ter comigo para sempre porque fizeste parte de mim, completaste-me mesmo por pouco tempo. Dizem que não se esquece mesmo que se queira... eu nem sequer te quero esquecer. Vais continuar aqui, não só no coração mas a meu lado. Porque o amor pode desaparecer mas nunca vai desaparecer o amigo que vejo em ti.

Desligas-te a luz que fazia brilhar o meu coração...

terça-feira, 25 de maio de 2010

=)

A mensagem pode ser curta, comprida ou apenas leal ao teu dia à dia mas permanece importante pela importância que lhe dás. O mundo é feito de sonhos que não se concretizam, momentos pensados ao pormenor que não se realizam, é dado a cada um de nós uma chave para que sonhemos e desejemos tudo, porque o sonho tal como o saber também não ocupa lugar, de bom e mau que nos possa acontecer. Caímos no erro de deixar de sonhar quando o irreal já não completa o real. Pois... mas digo com toda a certeza que é na maior das irrealidades que se encontra o mundo, quando menos esperas, quando tudo está mal, quando nada se está a criar. Construimos castelos enormes com muralhas ainda maiores para nos proteger de todo o tipo de sentido na vida, alguém tem a chave da portinha que abre o castelo e torna o cinzento do céu no mais bonito azul.
Se a felicidade se mede aos palmos? Não... mas a maneira como olhas alguém faz-te sorrir e ser feliz.
Quando achares que mais nada existe, para além daquele segundo, sorri porque estás apaixonado.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Desconhecido

Vi-te partir
Tinhas o meu coração
Eu não queria mentir
Mas deixaste-me na mão


Deixas-te de rir,
Não me deste uma flor
Só te queria ver sorrir
Para que despertasses o meu amor


Pedi-te mais que uma vez
Não quiseste saber
Já não sei o que lês
Deixei de te ver


Achas-te que me tinhas
E eu achei que eras meu
Cortei todas as linhas
Agora, és só teu.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Não sei se são as férias ou a Primavera mas aos poucos tudo está a voltar ao sitio certo. Hoje tive um dia feliz, não pelo que fiz, mas porque estava sorridente, apetecia-me sorrir para toda a gente, desejava que sorrissem para mim.
Continua assim...

sábado, 20 de março de 2010

Espero

Será demasiado pedir uma segunda, terceira, quarta chance. A chance de viver outra coisa, mudar o rumo, escreve-lo para mim e não para os outros. Será egoísta pedir? Egoísta ao ponto de deixar de acreditar ou ter esperança, que se diz ser a ultima a morrer, não quero o mundo muito menos o universo só peço mais vida, mais adrenalina e prazer de viver.

Quero um minuto meu, onde alguém, seja quem for, por um minuto pense em mim, lembre-se, sorria. Peço muito? Eu acho que não... mas quem sou para avaliar os pedidos do mundo? Uma miúda de 18 anos a pedir "cenas" insignificantes.


Fico à espera... do meu minuto =)

domingo, 14 de março de 2010

Desligada... sem forças

domingo, 7 de março de 2010

Chuvas....

Sentei-me na porta da igreja, chovia como se a partir daquele dia não caísse nem mais uma lágrima do céu, mas eu estava num lugar seco, um lugar que nem sequer aprecio, a igreja, onde casais se casam fazendo promessas de compromisso e não de amor, onde pessoas choram a morte de alguém quando deviam sorrir a um alguém que amaram e amam, onde enviados de Deus impingem aos crentes frases feitas, onde todos são santos pecadores. Nesse dia um local que não gosto acolheu-me, mesmo só à porta, deu-me abrigo na chuva que tanto gosto de olhar e ouvir. A pedra onde me sentei, seria em qualquer outro mais uma pedra fria mas naquele dia foi um sítio quente, onde observei as lágrimas da escuridão. Por isso digo, que é tão bom encontrar um lugar seco no meio da chuva.

Foi um dia bonito =)

terça-feira, 2 de março de 2010

No mundo me inspiro
Na esperança transpiro
Transpiro ao ver-te inspirar
A esperança no teu mundo
Não sei ao certo
Se é isso que queres
Mas estou aqui. Pede o quiseres
Espero por ti, sem aperto
Mudas-te num segundo
Não sei quando foi
Fico durante um minuto
Esperando a tua hora
Não quero entender
Não quero perceber
Apenas quero viver
Sem ti ou com ninguém

sábado, 27 de fevereiro de 2010

...
Um sorriso num dia escuro
...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

J

Ansiei que fosses apenas mais um, daqueles que passam por nós depois e nos fazem lembrar os bons momentos.
Ansiei que desses um passo em frente mesmo que eu tivesse vinte a percorrer antes de ti.
Ansiei que me tratasses pelo nome enquanto me enfeitiçasses com o olhar.
Ansiei que tocasses no meu coração com a tua mão.
Ansiei um "Gosto de ti" tanto como uma flor...

Anseio que te lembres de mim ao passar e que ainda hoje o teu coração palpite quando me vê...
Anseio uma felicidade junto a ti, sem ti...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Amor ás cegas!

Hoje levantei-me cedo, quase com as galinhas, meio doente com a garganta seca e o corpo mole mas mesmo assim arrastei-me até à sala para ver os desenhos animados e de seguida umas séries. No meio das cores e do movimento que nos transmite a televisão comecei a ver "Naked Josh" na Sony Entertainment Television que para quem não sabe é um série de um homem que dá aulas sobre sexo mais que isso faz experiências sobre a relação que temos uns com os outros.
Neste episódio, tinha sido incumbido pela mãe que tivesse um chamado "Encontro às cegas" que primeiro acabou por rejeitar para depois não só o aceitar como se envolver com a rapariga em questão. O problema era perceber se hoje somos chamados pela química ou continuamos a ser atirados para cima de pessoas das quais não temos qualquer ligação ou compatibilidade?
Continuamos na era dos Reis? Em que se escolhe o "para todo sempre" porque é de famílias de bem ou passando para actualidade porque não aguentamos que sejamos o elemento da família que não casou e por isso é infeliz. Somos? Não devíamos ser todos como D.PedroI, que apesar do destino indicar que se casasse com D.Constança, este admitiu que devia seguir o coração e ficar com quem amava, Inês de Castro.
Eu, quero acreditar que alguém só no amor, não é alguém só em tudo o resto. Que as pessoas tem o direito de ser felizes encalhadas, que se só encontrarem o amor aos 80, apenas se juntem aos 80, que se não o encontrarem podem se divertir sem ele.
Não precisamos de encontros ás cegas, nem casamentos forçados, precisamos de loucuras amorosas os de Romeu e Julieta ou de Jack e Rose... que apesar da morte sobreviveram e lutaram sempre pelo amor.
O importante é não procurar o amor, mas encontra-lo...
O importante é amar o amor...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O meu 1º Romance

Um segundo a mais

Não foi num minuto, muito menos em dois foram dois anos de um todo perfeito com o qual não sei viver.
Nunca esquecerei o dia em que te conheci. No dia 8 de Abril de 2004, tinham acabado de me telefonar de uma empresa onde tinha sido escolhida entre 200 concorrentes, comecei aos saltinhos na rua e a gritar como uma doida mas depressa me recompus, foste tu, tu estavas do outro lado da rua à espera que o sinal verde abrisse para passares para perto de mim, olhavas-me nos olhos, não com olhos de diversão mas com olhos sorridentes de quem tinha feito alguma descoberta incrível. Olhei para ti, mas depressa me distrai com um carro apitar para que passa-se enquanto fosse tempo, perdi-te. Procurei-te por uns segundos mas acabei por chamar estúpida a mim própria por achar que um homem assim se ia interessar por mim, convenci-me que não tinha sorte ao amor e continuei andar pelas ruas aos saltinhos e sorrisos.
No dia seguinte, fui ao 1º dia de trabalho, o nervoso natural, pessoas novas, chefe novo, edifício novo… tudo novo. Tudo corria bem, pareciam todos simpáticos mas mesmo assim fui almoçar sozinha para organizar ideias e reflectir a manhã, não o fiz. Tu sentas-te à minha frente, não pediste licença, não disseste uma palavra, apenas limitas-te a sentar e comer. Eu, parecia uma parola, não sabia se havia de conversar ou comer, não fiz nenhuma das duas, estava nervosa, parecia uma miúda antes de dar o 1º beijo. Até que ele disse “Olá!”, que coisa estúpida para se dizer. Olá? Olá? Só podia estar a brincar, pensei em mil maneiras de o abordar durante o almoço e ele diz olá. Tinha que responder e disse “Olá!” e de seguida pensei em dizer mais alguma coisa mas calei-me esperando ouvir a voz do outro lado, não ouvi nada, levantou-se da cadeira e foi-se embora. Será que não gostou da minha voz? Pensei.
Voltei ao trabalho, não podia fazer mais nada, mas recebi um telefonema e do outro lado apenas escutei “ Foi mais que um simples olá que se ouve várias vezes durante o dia, foi o olá do começo de um todo… não te assustes! Sou o Pedro e hoje almocei contigo.” e desligou-se, não pude dizer uma palavra, nada, ele apenas desligou, queria fazer perguntas, receber respostas, mas nada.
No dia seguinte, fui ao mesmo restaurante e ele sentou-se a meu lado, pediu desculpa pelo telefonema, mas que tinha medo das minhas palavras, trabalhava no mesmo sitio que eu e conversamos a hora toda, a minha comida ficou fria, a comida dele ficou fria mas acima de tudo o meu coração ficou aquecido como há muito não acontecia. O meu trabalho durante a tarde foi tão pouco que até eu despedia-me a mim própria, mas isso não aconteceu, quando sai, ele esperava-me à porta, não me apercebi que era por mim que esperava quando o vi, mas depressa ele se dirigiu de mim e pediu que o acompanhasse. Não sei bem porque, segui-o sem perguntas.
Meteu-me no carro dele, enquanto eu balbuciava palavras soltas sem qualquer sentido, levou-me por umas estradas desconhecidas cheias de florestas e casas abandonadas, era tudo muito bonito mas a minha ansiedade fez que não reparasse em nada. Depois de andar para ai uma meio hora, ele parou o carro em frente a uma casa que parecia tirada de um conto de fadas, era uma casinha pequenina com árvores à volta, tinha uma risca cor-de-laranja onde o sol batia levemente, as janelas pequeninas pareciam esconder muitas histórias e a porta de madeira parecia ser a chave para a descoberta do mundo, e era. Quando entrei, deparei-me com a sala, uma lareira ao canto e uma televisão velha em frente a uma sofá branquinho perfeito para ele, atrás estava uma parede com prateleiras cheias de livros de todos os tamanhos e feitios, nunca mais esqueci aquela primeira imagem. Queria ver o resto da casa, descobrir cada canto daquele pedacinho maravilhoso de vida, mas ele agarrou-me no braço e puxou-me na sua direcção, encostou o peito dele ao meu e pediu-me que lhe tocasse no coração, suavemente transportei a minha mão até à parte esquerda do seu corpo e senti a velocidade a que batia, o que podia fazer? O meu estava igual, parecia que ia explodir a cada segundo. O meu pensamento foi interrompido, ele puxou-me com mais força contra ele, elevou-me e deu-me um beijo. Eu queria dizer que não, pedir para que parasse, que não era assim, que gostava de ir com calma mas ele não me deixou respirar, cada beijo era mais intenso e poderoso que outro, cada beijo pedia para que continuasse, cada beijo fazia com que sorrisse por dentro, cada beijo me deixava louca. A noite foi longa, ele levou-me para o quarto, despiu a camisola para que pudesse ver os abdominais perfeitos que escondia, depressa se deitou na cama e desapertou casa botão da minha camisa com cuidado, quando chegou ao fim olhou por um segundo e depressa voltou ao verde dos meus olhos para de seguida beijar os meus lábios sem que pedisse nada em troca, tudo o resto se desenrolou como se nos conhecemos desde miúdos e soubéssemos todos os pontos de satisfação um do outro mas só agora os satisfizéssemos. Adormeci com um sorriso nos lábios e um aperto no coração.
Quando acordei estava sozinha, olhei para a janela e o sol já ia alto, estava um dia de céu limpo e o sol brilhava a todo o seu esplendor. Depressa me lembrei que devia ser tarde e eu não podia faltar logo no 2ºdia de trabalho mas o Pedro entrou no quarto com um enorme tabuleiro com um café, uma papaia, umas torradas mal feitas barradas com muita manteiga e uma margarida branca que logo me fez sorrir. Percebendo que estava meio assustada disse-me que era Sábado e podia ficar descansada. Metemos-nos na cama e comemos as deliciosas iguarias que ele tinha preparado.
Quando acabei vesti-me e demos uma volta pela floresta, se não quando descubro que depois da floresta existe uma descida para o sitio onde a terra, o fogo, a água e o ar se ligam perfeitamente, a praia. Não sei que praia era muito menos onde ficava, mas sei que era linda, em cima uma falésia que descia para uma macia areia de muitos quilómetros desertos, ao fundo lá estava o mar a criar e a explodir ondas com a força que sempre o caracterizou e que deixa sentir um dos sons mais bonitos da natureza. Sentamos-nos mesmo no meio da praia e em silêncio continuamos durante longos minutos, levantei-me e fui experimentar a temperatura do mar, tal como esperava estava fria mas não deixei de a sentir ao deixar-me ficar. Pouco tempo depois, sinto umas pingas de água fria nas costas, cheirava-me a uma guerra e tudo começou até ficarmos encharcados não só em água como também em risos.
Voltamos a casa para nos secarmos, o Pedro fez o almoço, não me lembro o que era mas sei que me deixou muito bem impressionada. A tarde foi diferente, quis falar com ele, percebe-lo, e ele acedeu, disse-me que não tinha aquela intenção, que não entendia, que ele não era assim, mas que eu o fazia sentir bem e eu deixei-me levar por tais palavras e disse-lhe que sentia o mesmo, que não queria que fosse mais uma aventura de uma noite, que não sabia bem porque mas tinha a sensação que ia correr bem, que desta vez podia arriscar. E arrisquei!
Foram meses intensos, cheios de amor, paixão e loucuras, nunca tinha sentido nada assim, o Pedro era como vida em mim, ele era a minha praia. Sempre que me sentia mal ou demasiado bem ia para a praia, agora bastava-me tê-lo a meu lado a toda hora se possível. Nunca acreditei em amores assim, achava insignificante quando as minhas amigas falavam sobre almas gémeas e caras metade, até que chegou a minha vez e dei-lhes razão, ele era tudo isso e muito mais. Ele era o meu melhor amigo.
Um ano depois de nos termos conhecido fui viver com ele, não podia em mim de contente, eu, Carla Mulato fui viver para uma casa de encantar com um homem de encantar. Tudo passava a correr e sem pensar dois anos se passaram com ainda mais amor, paixão e loucura. Estava na altura de concretizar um sonho meu, ter um filho dele. Foi uma conversa impressionante, eu falei-lhe disso e ele apenas disse “Não poderei morrer sem deixar no mundo alguém tão bonito como tu”, quando ele disse aquilo chorei, chorei pela felicidade que aquele homem me deixava.
Como todos os casais, começamos a tentar e tudo corria bem, até ao dia em que recebi um telefonema, que não era do Pedro, era um número desconhecido, pensei não atender, sabia que não seria bom mas o dedo pressionou a tecla e uma voz do outro lado avisou-me que o homem que eu amava, o único que eu tinha amado, aquele que me amava tinha morrido. Cai, não quis ouvir outra palavra daquele homem que não sabia nada sobre nós, corri para o hospital a tempo de ver pela última vez o homem que tinha tornado a minha vida perfeita. Tinha morrido, morrido porque a pressa de chegar ao trabalho o fez andar mais rápido do que o devido, e a culpa era minha.
Não me lembro dos dias, sei que fui a um velório e que chorei num funeral mas não me lembro de nada, sei que perdi o emprego e que emagreci mas não me lembro de nada.
Ainda hoje, não sei como aguentei aqueles dias, mas a verdade é que agarrei-me não sei ao que e agora preciso de arranjar algo para fazer e recomeçar a minha vida, preciso de um sorriso em mim.
Para começar, vou à minha primeira consulta como grávida…
Deixas-te o que querias meu amor, só queria que estivesses aqui para conhecer o único gesto que nos faltava para tudo ser perfeito.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nova Inspiração

Não soube no momento
Não arranjo explicação
Demiti-me da razão,
Porque nada foi certo

Sei o que fiz
Não entendo o porquê
O tempo não o diz,
Mas no erro contradiz

Queria voltar atrás,
Mudar o já feito
Tudo foi imperfeito
Mas acabou

Olho em frente
Com uma certeza em mente,
O acto cometido
Para mim, jamais será absolvido.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um encanto de susto

Num dia de Verão, enquanto o sol brilhava lá no cimo esperando aquecer alguém por fora e por dentro, eu olhando para o céu azul e limpo que me deixava com vontade de me levantar para apreciar o mar. Mas, não podia, e assim continuava sentada na paragem de autocarros a ter uma conversa que não interessava mas que me lembro por me terem dito "Mariana, a melhor escola é a escola da vida!". Na altura acenei que sim e mais tarde fui-me embora, partindo para a vida, hoje entendo o que ela dizia... entendo que a teoria da geografia e da história não significam nada se não tivermos uma vida, se não cuidarmos dela, fazendo com que nos guie.


E felizmente que existem momentos onde a recordação dessa frase é essencial para o progresso da vida, não só nos momentos maus mas também nos momentos onde garantimos que aquele segundo nunca vai ser esquecido porque passei-o em silêncio a escutar algo tão importante como a respiração de alguém em junção com a brisa do vento que se tomarmos atenção notamos ao fundo o chilrear de um pássaro perdido, e nesse momento percebemos é agora! É agora, altura de olhar para o nosso lado e imortalizar o momento com um olhar... um simples olhar...


Vivo cada segundo, esperando recordar cada momento...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Assustador

No Sábado fui entrar por várias lojas o meu CV, para ganhar uns trocos e não ter que pedir aos meus pais, mas há coisas que me deixam irritada. Eu percebo que para trabalhar para o público é preciso ter uma boa apresentação e tudo do que daí advém mas porque é que tenho que ter uma cara bonita? O que interessa?

Na minha opinião não sou melhor ou pior atendida se a pessoa for feia, mas muitas das lojas onde fui pareciam interessar-se mais pela fotografia que se encontrava no canto superior direito do que o falta de experiência que tenho.

E claro, não podia deixar de salientar aquele olhar fulminante que as mulheres lançavam ou a maneira como falam, eu penso que não seja por ser rapariga, mas os homens são tão mais simpáticos e acessíveis que até apetece dar-lhes um beijo.

Daqui a pouco vou a uma entrevista na throttleman =)


Boa Sorte para mim!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Recordações de Infância




No outro dia lembrei a infância....
No outro dia descobri...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Amor incerto

Já não sei... mas cada vez sinto mais que a minha vida nunca passara sem ti...mas sem dúvida passara para sempre sem nós.

Deprime-me por um lado saber que não poderá existir algo que já existiu mas sorrio pensando que mesmo a todo o custo fui eu que decide assim, e nunca estive tão certa de tal decisão... a vida leva-nos por caminhos incertos, e andei-me muito tempo por eles, agarrando me à esperança de encontrar o caminho certo ou neste caso o nosso caminho, mas não deu, fartei-me... e finalmente deixei de gostar de ti mas continuas a existir, continuas a fazer-me pensar no que poderia existir mas já não me importo... no passado já foste tudo, hoje, agora apenas fazes parte do meu grande mundo.


Amo-te por aquilo que me fizeste um dia


Odeio-te por aquilo que nunca tentaste


Amo-me pela pessoa que me tornei sem ti...


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Escondida

Alguma vez sentiram que se esconderem alguma parte da vida para algumas partes da vossa vida... conseguem viver melhor? Mais felizes? Tenho sentido isso algum tempo mas custa-me pensar que tal possa estar errado que não precise disso. Será?
Um sorriso para mim é tão importante que tento dá-lo alguém todos os dias... nem que seja um! E recebo cada um como se fosse único(e é). Contudo penso que mostrar o outro lado, o lado sentimental, não é necessariamente mau... tal como diz Carlos Tê numa das muitas canções que escreveu a Rui Veloso, talvez também os outros queiram que mostre o meu "Lado lunar". Mas estamos cá para quê? Responder ás perguntas da vida, não é, por isso cá estou, com mais uma pergunta a espera(ou não) de mais uma resposta.
A única coisa que posso dizer por enquanto é que: Escondo-me no riso de cada palavra e no encanto de cada gesto...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Finally(again)

Os títlos são dificeis de arranjar...fogo
Mas o que me trouxe aqui foi as festas, que há muito não tinha, que sentimento fantástico, sair sem pensar que estou a perder uma noite de sono preciosa =)
É hora de beber, fumar e não pensar... então bom ser oca de vez em quanto e deixar que alguem ou algo nos leva ao céu e nos faça voar por entre as nuvens ou apenas correr num verde prado onde se quizeres até podes rebolar. A imaginação dá nos asas só temos que as saber usar e aproveitar...

Curtindo à grande por ai...

Bye bye Gossip Girl(por uns tempos)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Beleza...

Sempre disse que o exterior não contava e apenas me seguia pelos pequenos promenores insignificantes e tão importantes de cada um. Mas apesar de toda a beleza deste meu pensamento, hoje senti-me muito bonita, no exterior, e senti-me bem... voltei a olhar para mim, a pensar "És mesmo boa!"(hábito muito convencido... Eu sei) mas sabe tão bem sentires-te bem.
Continuando... hoje realmente foi um dia feliz, como posso explicar? Foi diferente, voltei a um passado que à tempos me parecia tão distante. Hoje senti que ele não é passado é um presente... Um presente de coisas boas e maravilhosas que muito pode durar... basta agarrar oportunidade =)
Espero que também o façam...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Demasiado tempo...

Não contava voltar cá, mas sinto cada parte do meu corpo a tremer, sinto a garganta a sufocar e o à minha frente só vejo a hora de cair a tal lágrima que vai destruir o meu castelo. Para tal escrevo...

Escrevo porque quero esquecer, escrevo porque quero lembrar, escrevo porque tudo o resto em mim está paralizado, escrevo porque só assim consigo sentir que algo em mim funciona!

Chega... Para quê? Prolongamos a mesma tecla durante tempos e tempos á espera que a própria deixe de precisar de nós e trabalhe sozinha, anceio esse momento apesar de considerar a chegada longa. Sei que tudo isto parte de mim e apenas de mim... mas preciso de algo mais.
Preciso de o sorriso de alguém...



Já desconheço...

Existe um pensamento que já me persegue à algum tempo, e sinseramente não sei o que deva pensar dele até porque não o compreendo.
A minha alegria continua viva, tal como a boa disposição que raramente perco mas tenho sentido falta de algo mais, falta-me algo que por enquanto desconheço mas que me deixa, um tanto ao quanto incomodada.
Talvez seja tempo ou espaço para viver um pouco mais... sempre gostei de viver cada segundo e aproveita-lo como se fosse o último mesmo sabendo que de seguida vêm outro melhor, pior ou igual, e nos últimos tempos tenho perdido muito desses segundos que se tornam tão importantes para mim... porque na verdade eu não guardo cada segundo de mim mas sim cada momento que me faz voar ou até mesmo cair.
Com o optimismo de sempre, penso que até o próprio desconhecimento deva ser aproveitado para nos conhecermos... e assim vivo feliz desconhecida =)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Gay Person


Estava eu muito bem no meu cantinho, a olhar para as cores da imagem deste blog, quando me dizem por mero acaso que faz lembrar ou é a bandeira GAY...

Peço desculpa, e não tenho nada contra os homossexuais, até acho muito bem que casem e sejam felizes, principalmente... mas não é nada disso que significa aquela imagem(espero não desiludir ninguém). Já agora aprecio muito a vossa bandeira...

Mas no desenrolar da tal conversa, aperçebo-me que sou uma "GAY PERSON". Pelos vistos, algo que desconhecia, gay em inglês significa alegre ou até uma pessoa estupidamente alegre... ai está é isso que sou uma "GAY PERSON"...

Ham, que tal? Começo uma conversa que me deixa um tanto ao quanto preocupada e até embaraçada e no fim descubro um pouco mais de mim...


Nesta mensagem deixo um beijinho especial a todos os homens(quase todos)... =P

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Finally...

Já não via o dia, já não via a hora de acabar o semestre.... Finally.... sinto-me tão aliviada, não correu particularmente bem mas deu para me integrar e perceber que é isto que quero.
Agora chega de integrações, vou trabalhar e esforçar-me por um objectivo que penso merecer... mais uma fase, nova e estimulante.
Estas férias quero descansar, estudar e principalmente divertir-me =D
Frases:
MAIS VALE UMA LETRA EM FUNDO BRANCO DO QUE NADA NO VAZIO...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ontem...

Ontem não foi apenas mais um dia... foi aquele dia, o tal que se anceia e deseja-se que chegue o mais rápido possivél.


Ontem um trabalho que à muito me empolgava, tornou-se realidade e explodiu em breves representações perfeitas que em muito me orgulham...


Ontem queria ter escrito e contado todo este sentimento que enchia o meu ser, mas não me sentia inspirada precisava de fluir no momento =)


Ontem senti o bom que são os aplausos verdadeiros de um trabalho intenso.


Ontem senti o bom que é as pessoas virem elogiar o nosso trabalho.


Ontem senti que um grupo que se dá bem, faz com que tudo corra bem.



Ontem senti que tinha que lhes agradecer



Hoje, aqui.... Obrigada =D

(Ontem senti-me feliz)



terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Frases...

Grande, não é aquele que pensa...mas aquele que nos faz pensar!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Dias...

Conhecem aqueles dias que tudo o de importante que têm para fazer só vos apetece fazer o contrário? Estou num desses dias, o anjinho pequenino está a sussurrar ao meu ouvido para que levante o rabo da cama e vá trabalhar enquanto no lado esquerdo está um pequenino vestido de vermelho e com cara de mau a saltar em cima do meu ombro a pedir festa e diversão o mais alto que pode.
Tenho sido mazinha o dia todo, o que siginifica que vou ser uma menina bonita durante a noite... estava aqui a pensar é uma pena que não consiga durante o sonho meter informação preciosa na cabeça, como acontece com o Roberto de uma história que li à pouco, mas visto que não sou o Roberto e ainda não descobri ninguem que tenha poderes mágicos vou ter mesmo de estudar.

Despeço-me, prometendo que amanhã, não falo de estudo.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Passos

As últimas semanas têm sido dificeis, rodopios de danças, canções, encontros, lembranças e muitas recordações mas se estou aqui é porque na verdade o tempo dá mesmo para tudo.
Não me recordo de quantas vezes pensei trocar o papel do meu caderno pelo vibrante som das teclas do meu computador, algo por preguiça, algo por medo...mas cá estou a mostrar um bocadinho de mim aos outros. O estudo impede-me de prolongar esta mensagem, mas voltarei ao Vives...

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